O custo do tempo ocioso do veículo pode ser um grande vilão para a rentabilidade da frota, mesmo sem ser facilmente percebido. Muitos gestores sabem que o tempo ocioso representa desperdício, mas poucos conhecem o real impacto financeiro que ele pode gerar na operação.
Seja um veículo parado na garagem, esperando carga, ou um caminhão com o motor ligado sem necessidade, a ociosidade da frota representa custos invisíveis que afetam o orçamento da empresa.
Agora, se você quer ser o herói da história e passar a ter controle total sobre esses custos, continue lendo e entenda como calcular e combater o custo do tempo ocioso do veículo da frota.
O que é o tempo ocioso do veículo da frota?
O tempo ocioso do veículo refere-se ao período em que ele está disponível, mas não está sendo utilizado de forma produtiva na operação.
Em outras palavras, o veículo está parado sem gerar valor para a empresa, seja aguardando carga, estacionado sem programação ou simplesmente esperando manutenção.
Isso pode ocorrer por diferentes motivos, incluindo:
- Falta de planejamento logístico, resultando em veículos parados sem necessidade.
- Filas em pontos de carga e descarga, aumentando o tempo improdutivo da operação.
- Atrasos em manutenções, que fazem com que os veículos fiquem fora de serviço por períodos prolongados.
- Gestão ineficiente das rotas, levando a deslocamentos vazios e veículos aguardando novas ordens de serviço.
Embora pareça um detalhe da rotina operacional, o tempo ocioso impacta diretamente a rentabilidade da frota. Cada minuto que um veículo permanece parado representa um custo invisível que pode ser reduzido com um controle mais eficiente.
Qual a diferença entre um veículo ocioso e motor ocioso?
Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, veículo ocioso e motor ocioso são conceitos diferentes:
- Veículo ocioso: quando o veículo está parado e sem uso produtivo, ou seja, não está rodando, nem gerando receita para a empresa.
- Motor ocioso: quando o veículo está ligado, mas sem movimentação, consumindo combustível desnecessariamente.
Dependendo do tipo de veículo, a ociosidade do motor pode resultar em um consumo entre 1 a 3 litros de combustível por hora.
Outro problema é que, com o motor funcionando sem necessidade, há um consumo maior da bateria e um desgaste acelerado dos componentes eletrônicos. Além disso, esse tempo de ociosidade aumenta as emissões de gases nocivos.
Como calcular o tempo ocioso do veículo?
Esse cálculo permite que o gestor avalie quanto tempo cada veículo permanece parado sem uso produtivo e, principalmente, quanto isso representa em custos operacionais.
Uma das formas para calcular o tempo ocioso de um veículo é através da fórmula:
Tempo ocioso do veículo = tempo total disponível – tempo efetivamente utilizado na operação
Por exemplo, se um veículo esteve disponível por 200 horas no mês, mas foi utilizado em apenas 150 horas, o tempo ocioso foi de 50 horas.
E, de maneira mais ampla, você pode medir a ociosidade da frota como um todo, usando informações como: Índice de utilização da frota, quantidade de viagens com veículo sem carga, quantidade de carros disponível para uso imediato e quantidade de carros parados (seja para manutenção ou qualquer outro motivo).
Qual o custo do tempo ocioso do veículo?
O custo do tempo ocioso do veículo acontece quando, mesmo parado, o veículo continua gerando custos fixos e operacionais que impactam diretamente o orçamento da empresa.
Esse é um dos fatores que mais influenciam os custos da frota, tornando essencial um controle eficiente para evitar prejuízos desnecessários.
Para entender quanto custa a ociosidade na prática, é preciso considerar três principais tipos de custos envolvidos:
- Combustível desperdiçado: um veículo que permanece ligado sem necessidade pode consumir entre 1 a 3 litros de combustível por hora, dependendo do modelo e do tipo de motor.
- Custos operacionais fixos: mesmo que um veículo não esteja rodando, ele ainda gera despesas como seguro, impostos, licenciamento e depreciação. Esses custos continuam impactando a frota independentemente da utilização do veículo.
- Manutenção e desgaste: veículos parados por longos períodos podem sofrer desgaste em componentes mecânicos, como baterias descarregadas, ressecamento de peças e necessidade de revisões antes de voltar a operar.
- Tempo parado: número total de horas ou dias que o veículo ficou sem uso produtivo.
- Custo operacional por hora: custo médio de rodagem do veículo, incluindo manutenção, desgaste e depreciação.
Com essas informações em mãos, você pode calcular o custo do tempo ocioso do veículo de forma prática:
Custo do tempo ocioso = (Tempo parado × Custo operacional por hora) + Combustível desperdiçado + Custo fixo por veículo
Assim, você ganha uma visão mais clara do quanto cada veículo parado está custando para a operação e pode tomar as medidas estratégicas para reduzir essa ociosidade.
Como manter o custo do tempo ocioso do veículo sob controle?
Se você não mede, não gerencia. O primeiro passo para a redução do tempo ocioso de veículos é ter visibilidade sobre quando e por que eles estão parados.
Uma das formas de fazer isso é usando tecnologias como a telemetria para medir o tempo parado dos veículos e acompanhar sempre os indicadores de manutenção e produtividade da sua frota, assim você vai com certeza conseguir identificar padrões de ociosidade e agir com mais precisão.
A ociosidade muitas vezes também está ligada a problemas de planejamento de rotas e demandas e, para evitar isso, você precisa ajustar a distribuição das cargas e rotas.
Veículos parados por falhas inesperadas que geram um alto custo para a operação é um problema que pode facilmente ser evitado com uma boa rotina de gestão de manutenção. Revisões preventivas precisam estar em dia!
Manter o custo do tempo ocioso do veículo sob controle não é apenas uma questão de reduzir desperdícios, mas de melhorar a rentabilidade da frota, aumentar a produtividade dos veículos e reduzir o consumo de combustível.
Se você quer começar a reduzir esses gastos agora, a primeira etapa é ter um controle preciso do abastecimento e consumo de combustível da sua frota.
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